Como Sobreviver a um Apocalipse Nuclear

Atualmente estamos mais próximos de um ataque nuclear do que de um apocalipse zombie muito por causa dos países que tem poder para ter os seus mísseis nucleares prontos a lançar a qualquer momento quando lhes apetecer. Mas há forma de sobrevivermos à guerra nuclear, isto claro quem tiver mental e logisticamente preparado para ele e viver em áreas remotas, sem importância estratégica, sabendo que é impossível prever o que acontecerá quando milhares dessas armas forem detonadas ao mesmo tempo.

Então, vamos lá começar a dizer as maneiras que temos para sobreviver! 


1º Faça um plano.
Caso ocorra um ataque nuclear, não será seguro sair para procurar comida - você deve ficar abrigado por 48 horas, de preferência mais. Carregar-se de alimentos e suprimentos médicos pode deixar sua mente tranquila e permitir que você se concentre nas outras condições para a sua sobrevivência.


Guarde alimentos não se destruem.
Eles podem durar vários anos, tanto armazenados quanto garantindo seu sustento após um ataque, tente sempre racionar os recursos. Escolha itens ricos em carboidratos, no intuito de obter o maior número de calorias a cada refeição, e armazene-os em local fresco e seco:

  • Arroz branco
  • Trigo
  • Feijão
  • Açúcar
  • Mel
  • Aveia
  • Massas
  • Leite em pó
  • Frutas e vegetais desidratados
  • Componha seu inventário lentamente. A cada vez que você for ao supermercado, compre mais um ou dois itens para a sua reserva. Com o tempo, você terá comida o bastante para meses.
  • Mantenha um abridor de latas junto do inventário para abrir itens enlatados.
  • É possível alimentar-se de animais, mas eles precisam ser cuidadosamente esfolados e o coração, fígado e rins, descartados. Evite comer a carne próxima aos ossos, pois a medula retém radiação.
  • Água a céu aberto pode ter recebido precipitação radioativa e é prejudicial. Sua melhor alternativa será água oriunda de fontes subterrâneas tais quais nascentes e poços cobertos. Use água de lagos e córregos apenas como último recurso. Para isso, crie um filtro natural cavando um buraco a cerca de 30 cm da margem e use a água que se acumular ali. Como ela pode ter um aspecto turvo ou lamacento, aguarde os sedimentos se assentarem e depois ferva a água para se livrar das bactérias. Se você estiver numa construção, a água dela será provavelmente segura. Caso o fornecimento de água tenha sido interrompido (o que é muito provável), extraia a água presa nos canos abrindo a torneira no ponto mais alto da casa para que o ar entre na tubulação, e então drene-a abrindo a torneira do ponto mais baixo.

Armazene água. Comece a reservar água em recipientes de plástico próprios para alimentos. Limpe-os com uma solução de alvejante e preencha-os com água filtrada e destilada.

  • Faça um estoque de 3,8 L por pessoa por dia.
  • Para purificar a água após o ataque, armazene também alvejante doméstico e iodeto de potássio.
Foto: WikiHow
Foto: WikiHow


Providencie o equipamento de comunicação.
Manter-se informado e ser capaz de avisar outras pessoas sobre sua posição é de importância vital. Eis o que você pode precisar:

  • Um rádio: encontre um à manivela ou energia solar. Caso ele funcione com baterias, tenha pilhas sobressalentes à mão. 
  • Um apito: você pode usá-lo para pedir ajuda.
  • O seu telefone: a operadora telefónica pode ou não ser mantido após o ataque, mas convém estar preparado caso ela seja. Compre um carregador solar compatível com o seu modelo, se possível.

Ter em atenção que deve sempre proteger equipamentos elétricos importantes do pulso eletromagnético (PEM)

Uma arma nuclear detonada a uma grande altitude gerará um PEM potente o bastante para destruir aparelhos elétricos e eletrônicos. O mínimo a se fazer é desconectar todos eles das tomadas e das antenas. Colocar rádios e lanternas numa caixa metálica fechada (uma gaiola de Faraday) pode protegê-los do PEM, contanto que eles nãoestejam em contato com o invólucro de metal. O abrigo de metal deve cercar totalmente o item a ser protegido, e será ainda mais eficiente se estiver aterrado.

  • Os itens devem ficar isolados da proteção condutiva, uma vez que o efeito do PEM pode induzir cargas elétricas em placas de estado sólido. Enrolar num cobertor térmico de emergência (de aproximadamente R$ 7,00) objetos previamente embrulhados em jornal ou algodão também pode funcionar como uma gaiola de Faraday, o que será útil para pessoas que estejam distantes da explosão.
  • Outra solução seria embrulhar uma caixa de papelão em folha de cobre ou papel-alumínio. Coloque o aparelho na caixa e aterre-o.


Armazene suprimentos médicos.
Ter alguns itens médicos disponíveis pode ser a diferença entre a vida e a morte caso você se fira durante o ataque. Você precisará de:

  • Um kit básico de primeiros socorros: você pode montá-lo ou comprá-lo montado. Providencie gaze e bandagens, pomada antibiótica, luvas de látex, tesoura, pinça, termômetro e uma manta de emergência.
  • Um livro de instruções de primeiros socorros: você pode comprar um como o que é publicado pela Cruz Vermelha, ou montar o seu próprio com materiais recolhidos na internet. Ele deve conter instruções de como fazer curativos, executar ressuscitação cardiopulmonar, tratar choque circulatório e queimaduras.
  • Medicamentos e insumos controlados: se você toma um medicamento específico todos os dias, faça um pequeno inventário de emergência.


Outros artigos importantes.
Abasteça seu kit de preparação com estes artigos:

  • Lanterna e baterias;
  • Máscara antipoeira;
  • Filme plástico e fita adesiva;
  • Sacos de lixo, abraçadeira de plástico e lenços umedecidos para a higiene pessoal;
  • Chave inglesa e alicate para interromper o abastecimento de serviços como gás e água.

Outra informação importante é ficar sempre atento às notícias passa nos telejornais ou redes sociais, porque dificilmente um país inimigo realizará um ataque nuclear ao seu sem aviso prévio. Além disso avalie sempre o risco de um confronto nuclear e a necessidade de evacuação. Se a evacuação não é uma alternativa, isso deve ter um impacto no tipo de abrigo que você construirá por conta própria. Conheça a distância da sua casa em relação a estes alvos em potencial e prepare-se de acordo:

  • Aeródromos e bases navais, sobretudo os que conhecidamente abrigam bombardeiros nucleares, submarinos de mísseis balísticos ou silos de mísseis. São alvos certos mesmo em embates nucleares localizados.
  • Portos e aeroportos comerciais com mais de 3,04 Km. Alvos prováveis em confrontos localizados e certos em guerras generalizadas.
  • Centrais do governo. Alvos prováveis num conflito nuclear limitado e certos em conflitos generalizados.
  • Grandes polos industriais e zonas de concentração populacional. Alvos prováveis caso ocorra uma guerra nuclear generalizada.

Por fim, conheça os diferentes tipos de armas nucleares: 

  • Bombas de fissão (bomba-A) são as armas nucleares mais básicas, e têm sua tecnologia incorporada a outros tipos de armamentos. A potência da bomba é oriunda da fissão de núcleos atômicos pesados (plutônio e urânio), processo desencadeado por um bombardeamento com nêutrons. À medida que se desintegram, cada átomo de urânio ou plutônio libera uma enorme quantidade de energia e novos nêutrons, causando uma reação em cadeia extremamente rápida. A bomba-A é o único tipo de bomba nuclear empregada em guerras até hoje, e a que provavelmente seria usada por terroristas.
  • Bombas de fusão (bomba-H) usam o grande calor emitido pela "espoleta" da bomba-A para o processo de compressão e aquecimento do deutério e do trítio (isótopos de hidrogênio), que, uma vez detonados, liberam imensa quantidade de energia. São também conhecidas como armas termonucleares devido à alta temperatura exigida para a detonação do deutério e do trítio. Sua potência é muitas centenas de vezes superior à das bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki. A maioria do arsenal estratégico da Rússia e dos Estados Unidos é composta dessas bombas.
Foto: WikiHow
Foto: WikiHow




Trate queimaduras térmicas ou radioativas


Pequena queimadura: conhecida também como queimadura beta (embora possa ser causada por outras partículas). Mergulhe a queimadura em água fria até não sentir mais dor (o que deve ocorrer em cinco minutos).

  • Caso a pele carbonize, forme bolhas ou se rompa, lave-a com água fria a fim de remover quaisquer agentes contaminadores, e então cubra-a com uma compressa esterilizada para prevenir infecções. Não estoure as bolhas!
  • No caso de a pele não carbonizar, formar bolhas ou se romper, não a cubra, mesmo que ela se alastre por uma grande região do corpo (como acontece com queimaduras de sol). Em vez disso, lave a área e cubra-a com vaselina ou uma solução de água e maisena, se houver esses ingredientes. Mas terra úmida (e não contaminada) também serve.

Queimadura severa: é conhecida como queimadura térmica, pois normalmente causada pelo intenso calor emanado da explosão e não pelas partículas ionizantes, embora possa ser resultante destas últimas. Ela pode ser fatal por causa de todos os fatores que traz consigo: desidratação, choque circulatório, danos pulmonares, infecções etc. Siga estes passos para tratar esse tipo de ferimento:

  • Caso haja uma peça de roupa a cobrir a queimadura, corte e remova o tecido de cima dela delicadamente. Não tente remover tecidos que estejam presos ou tenham se fundido à queimadura. Não tente arrancar de uma vez tecidos que estejam em contato com a queimadura. Não coloque sobre a queimadura nenhuma pomada. O melhor a se fazer seria entrar em contato com uma unidade de atendimento médico.
  • Limite-se a delicadamente lavar a área queimada. Não aplique cremes e pomadas sobre ela.
  • Não use curativos médicos comuns que não sejam específicos para o tratamento de queimaduras. Já que ataduras não adesivas para queimaduras (bem como qualquer tipo de insumo médico) provavelmente serão escassas, uma boa alternativa seria usar filme plástico (chamado também de filme de PVC esticável), que é esterilizado, não grudará no ferimento e pode ser encontrado facilmente.
  • Previna o choque circulatório. Trata-se de um quadro clínico no qual o fluxo de sangue aos órgãos e tecidos vitais é insuficiente. Se não tratado, pode ser fatal. Ele pode ser causado por grandes perdas sanguíneas, queimaduras profundas ou como reação à visão de feridas ou de sangue.
  • Os sintomas são inquietação, sede, palidez e taquicardia. Pode haver transpiração excessiva, mesmo que a pele pareça fria e úmida. À medida que o quadro se agrava, o paciente respira em arfadas curtas e rápidas, e fica com o olhar vazio. Tratamento: mantenha a respiração e os batimentos cardíacos adequados massageando o peito da pessoa e posicionando-a de tal modo que as vias aéreas fiquem livres. Tranquilize-a e afrouxe roupas que estejam apertadas. Seja firme, mas gentil e confiante.

Conheça as unidades de medida de radiação. 

(Gy - símbolo de "gray" - é a unidade estabelecida pelo Sistema Internacional de Unidades - SI - para medir a dose absorvida de radiação ionizante. 1 Gy = 100 rad. Sv - símbolo de "Sievert" - é a unidade que mede a dose equivalente. 1 Sv = 100 rem. Para simplificação, 1 Gy é normalmente admitido como equivalente a 1 Sv.):

  • Abaixo de 0,05 Gy: nenhum sintoma visível.
  • 0,05 a 0,5 Gy: queda temporária de hemácias.
  • 0,5 a 1,0 Gy: queda temporária de produção de glóbulos brancos; susceptibilidade a infecções; náusea, dor de cabeça e vômito são comuns. Normalmente, é possível sobreviver a essa dose de radiação sem nenhum tratamento médico.
  • 1,5 a 3,0 Gy: 35% dos sujeitos a essa dose morrem dentro de 30 dias (DL 35/30). Náusea, vômitos e perda de cabelos em todo o corpo.
  • 3 a 4 Gy: quadro grave de envenenamento por radiação; 50% de mortalidade após 30 dias (DL 50/30). Além dos sintomas similares à dose de 2 a 3 Gy, há também sangramento incontrolável na boca, sob a pele e nos rins (o que acontece em 50% dos casos de envenenamento por 4 Sv) na fase latente.
  • 4 a 6 Gy: envenenamento agudo por radiação; 60% de mortalidade após 30 dias (DL 60/30). A mortalidade salta de 60%, em 4,5 Sv, para 90%, em 6 Sv (a não ser que haja cuidados médicos intensivos). Os sintomas começam a se manifestar entre meia hora e duas horas após a irradiação, podendo durar até dois dias. Passado esse período, há uma fase latente que persiste por sete a 14 dias, depois da qual surgem sintomas similares, embora mais intensos, aos da contaminação por 3 a 4 Sv. Esterilidade em mulheres é comum nesse estágio. A convalescença pode durar de alguns meses a um ano. Entre principais causas de morte (que em geral ocorre entre a segunda e a décima segunda semana após a irradiação) estão infecções e hemorragia interna.
  • 6 a 10 Gy: envenenamento agudo por radiação; quase 100% de mortalidade nos 14 dias iniciais (DL 100/14). A sobrevivência depende de cuidado médico intensivo. A medula óssea é destruída quase por completo, quando não em sua totalidade, fazendo com que um transplante seja imprescindível. Tecidos gástricos e intestinais são gravemente danificados. Os sintomas começam a se manifestar entre os 15 e 30 minutos após a irradiação e duram até dois dias. Posteriormente, há uma fase latente de cinco a dez dias, depois da qual o paciente morre de infecção ou hemorragia interna. A recuperação levaria muitos anos e dificilmente seria completa. Devair Alvez Ferreira, vítima do acidente radiológico de Goiânia, sobreviveu a uma dose de aproximadamente 7 Sv, em parte devido à exposição fracionada.
  • 12 a 20 rem: há 100% de chances de morte nessa faixa e os sintomas manifestam-se imediatamente. O sistema gastrointestinal é totalmente destruído. Há sangramentos incontroláveis na boca, sob a pele e nos rins. O paciente fica entregue a uma fadiga e a enfermidades generalizadas. Os sintomas são iguais aos descritos acima, mas mais intensos. A cura, impossível.
  • Acima de 20 rem: os mesmos sintomas entram em ação instantaneamente e com intensidade redobrada, e depois cessam por vários dias no estágio conhecido como "fantasma ambulante". Repentinamente, células gastrointestinais são destruídas, causando desidratação e sangramento excessivo. A morte é precedida por delírios e insanidade, e se consuma quando o cérebro não pode mais administrar funções do organismo como a respiração e a circulação sanguínea. Não há tratamento médico capaz de reverter esse quadro, e a ajuda médica serve tão somente para proporcionar conforto.
  • Infelizmente, é preciso aceitar que a pessoa pode morrer em breve. Por mais frio que isso possa parecer, não desperdice comida e suprimentos com pacientes moribundos de envenenamento por radiação. Gaste esses recursos, caso sejam escassos, com pessoas aptas e saudáveis. Pessoas muito jovens, idosos e doentes são os mais vulneráveis à radiação.
Foto: WikiHow
Foto: WikiHow

Por último deve estar preparado para ataques subsequentes. É improvável que um ataque nuclear seja um evento único. Esteja preparado para um novo ataque ou para uma onda de ataques das nações adversárias, e até mesmo para uma invasão inimiga.

  • Mantenha o seu abrigo intacto, a não ser que os materiais sejam absolutamente necessários para a sua sobrevivência. Recolha toda a água potável e a comida que puder.
  • Se a nação inimiga atacar novamente, provavelmente o fará em outra região do país. Se tudo o mais falhar, procure uma caverna onde você possa viver.

Dicas

  • Lave tudo o que puder, especialmente a comida, mesmo que ela esteja dentro do abrigo.
  • Não conte a ninguém quanto dinheiro você tem e que objetos carrega consigo.
  • Procure o exército! É provável que apareçam as forças armadas, assim como muitas pessoas em trajes de proteção nuclear, entre outras. Eles não são hostis, mas conheças as diferenças entre os tanques, aviões e demais veículos usados por eles e os dos inimigos!
  • Fique a par dos anúncios e orientações mais recentes do governo.
  • Não saia do abrigo a não ser que você tenha um traje de proteção nuclear e precise investigar sinais de novas bombas e de tanques aliados.
  • Construa um abrigo nuclear antecipadamente. Você pode usar o porão ou a cave para construir um abrigo caseiro. Entretanto, poucas construções recentes têm porões. Nesse caso, considere construir um abrigo comunitário com os vizinhos ou um privativo no quintal de casa.

Avisos

  • Informe-se de todos os detalhes que puder a respeito desse tipo de emergência. Cada minuto investido em aprender o que fazer e o que é seguro poupará muito tempo quando a hora da necessidade chegar. Numa situação assim, fiar-se na esperança e na sorte seria insensato.
  • Mesmo depois que for seguro sair do abrigo, as forças locais e o governo federal estarão esperando pelo pior. Coisas ruins podem acontecer, então fique escondido até ter certeza de que pode sair. De modo geral, avistar tanques (que não sejam pertencentes aos inimigos) é um sinal de que a ordem está sendo restaurada.
  • Descubra se haverá retaliação ou uma segunda detonação na sua área. Nesse caso, será preciso esperar mais 200 horas (oito a nove dias) após a última detonação.
  • Não beba, coma ou encoste na pele quaisquer plantas, correntes d'água ou objetos metálicos encontrados numa área desconhecida.
  • Não se exponha. Não se sabe quantos röntgens uma pessoa pode receber antes de ter a síndrome aguda da radiação. Normalmente, 100 a 150 R são o bastante para causar uma doença moderada, para a qual existem possibilidades de sobrevivência. Mesmo que você não morra de envenenamento por radiação, poderá desenvolver câncer mais adiante.
  • Nunca perca a calma, sobretudo se você estiver no comando. Isso ajuda a transmitir firmeza às outras pessoas, o que é essencial em desastres.


A fonte deste artigo é do site: WikiHow


Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora